tão vazios, dias de pouca alegria.
Há uns tempos falei aqui da tal "crise" e lembro-me de ter escrito que esta era desculpa para tudo. Pois é, começo a acreditar que ela de facto existe e é bem real. Está presente na maioria das casas, é sentida mais por uns que outros, mas é geral.
É como uma bola de neve, começou a dar o ar de sua graça e hoje está a tomar proporções drásticas. Está estampada na maioria dos rostos das pessoas que vou encontrando na rua. Por aqui só se houve falar em "desgraças", inúmeras casas de comercio a fechar, nomeadamente nos shoppings, fábricas a fechar e a reduzir os quadros de pessoal, pagamentos em atraso, ...
Deparamo-nos no dia-a-dia com amigos, família, conhecidos com histórias de vida cada vez mais tristes, pessoas com contas para pagar que estão desempregadas ou que simplesmente não recebem o suficiente para as liquidar.
Esta situação tem mexido demais comigo, felizmente não me posso nem devo queixar, mas isto não está para grandes aventuras, às uns tempos atrás, dava perfeitamente para colocar uns € na poupança, agora é mais "chapa ganha, chapa gasta", dificilmente se consegue aumentar o pé de meia. Nunca devíamos ter deixado ir embora os nossos escudos, este dinheiro de agora não vale nada, desaparece num ápice, já para não falar que os preços das coisas duplicaram com a entrada do euro.
Os palhaços dos nossos governantes ainda vêm para a comunicação social incentivar o aumento da natalidade, como, pergunto eu?? Com que incentivos?? Enfim, como mãe, quero dar tudo de melhor à minha filha, se tiver mais filhos, conseguirei fazê-lo?? Confesso que temo pelo futuro da minha filha e destas gerações mais novas.


